Precisamos falar sobre Suicídio
06/06/2018
Um dia de cada vez - Nomoblidis
Um dia de cada vez
08/07/2018

Como sobrevivo depois da morte da minha filha Marina por suicídio!

O Suicídio é uma das maiores causas de mortes no mundo, é mais comum do que se imagina, eu cheguei a pensar que era a única, mas não, a cada 40 segundos alguém se mata no mundo, no Brasil são 32 mortes por dia, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Como é tabu, muitos não falam abertamente sobre a causa da morte do ente querido, por vergonha dos julgamentos de quem cometeu o ato e de quem ficou, por desonra, por medo, etc.

Quem fica é chamado de Sobrevivente Enlutado por Suicídio, pois a vida muda drasticamente e sobreviver é o que resta em meio aos escombros dessa tragédia e é obrigado a encarar um luto de difícil elaboração, longo e solitário e fica totalmente perdido sem saber o que fazer e como conseguirá continuar a viver. Catando os cacos e tentando refazer a vida.

Eu me tornei uma Sobrevivente Enlutado por Suicídio depois que perdi minha filha e na marra estou aprendendo como é difícil e como essa dor é peculiar.

Aprendi da pior forma possível que o amor quanto maior, maior é a dor da perda. E que o tempo pode passar, mas o amor ainda continua latente, me fazendo acordar todos os dias e buscar forças para seguir adiante e mostrar para outras pessoas que assim como eu, se tornaram sobreviventes e que precisamos falar sobre o suicídio, alertando, prevenindo e acolhendo quem ficou.

Mas lembrando que cada ser é único e nem sempre o que faz bem para um poderá fazer bem para todos, cada um deverá encontrar o seu próprio caminho.

Neste processo o meu caminhar me levou a entender que fugir do luto, não ajuda em nada. Por mais difícil que pudesse parecer, encarar o luto foi melhor do que ficar fugindo dele, o esforço o que eu estava fazendo para não admitir meu sofrimento poderia ser usado no enfrentamento. Então eu encaro a dor todos os dias, se me der vontade de chorar eu choro, grito, mas procuro fazer alguma coisa para extravasar a tristeza, pois descobri que se não vivenciar essa dor ela poderá ser muito nociva e que futuramente ela poderá aparecer com força. E uma maneira que me ajuda muito é escrever sobre o que sinto.

O com passar dos dias após a morte, pensei que estivesse perdendo o juízo, pois a forma traumática como se deu o fato, me fez ter dúvidas e acreditar por instantes ela não tinha morrido, que era apenas um pesadelo, achei que ouvia sua voz, a procurava entre as pessoas na rua, mas depois compreendi que tudo isso faz parte do processo do luto.

Me senti sozinha a princípio, senti que as pessoas se afastaram, me evitavam, mas com o tempo percebi que algumas delas achavam e acham que quanto menos se falar sobre o assunto será melhor, para não trazer lembranças tristes, outras não sabiam e ainda não sabem como agir e o que falar, então preferem ficar longe, mas entendo essas pessoas, não fico forçando encontros e quando é inevitável nos encontrar, respeito o silêncio, assim como exijo respeito pela minha dor.

O motivo que levou minha filha a cometer suicídio nunca saberei, posso supor, presumir, suspeitar, mas nunca saberei, pois conforme estudos, são vários os motivos que levam alguém a cometer o ato. Ela estava em tratamento contra a depressão, mas não foi o único motivo. Buscar um motivo pareceu extremamente importante à princípio, me fez entender muita coisa que antes eu desconhecia e que hoje posso passar adiante, mas me esforço para não ficar presa ao motivo.

A culpa é algo que poderá me atormentar a vida toda, e é ela que maltrata tanto a grande maioria dos familiares e amigos das pessoas que cometem suicídio possuem esse sentimento.  Se eu tivesse percebido que ela não estava bem como ela dizia estar, que poderia ter evitado se tivesse ficado com ela no dia fatídico, que se tivesse dito algo, poderia ter persuadido, mas com o tempo percebi que ficar me culpando por ações de outra pessoa é cruel. Não há como controlar tudo e principalmente a vida de outra pessoa, mesmo essa pessoa sendo minha filha.

Aceitar o fato de que nem sempre é possível evitar, é muito difícil, principalmente quando se escuta ou lê que há como prevenir a maioria dos casos, hoje compreendo que há possibilidade de prevenção, mas nem todos os casos são preveníveis e evitáveis.

Eu sinto necessidade de contar e refazer os passos dela em seus últimos dias de vida para tentar compreender o que aconteceu e o que a fez tomar essa “decisão”, e isso é algo importante e que muitos sobreviventes também sentem essa necessidade, até para se eximir de culpa, mas tento não ficar presa somente a este dia, lembrando-me sempre que ela foi muito mais do que a forma como seu deu a sua morte, nunca me esquecerei disso, o suicídio não apaga o que ela foi em vida.

Eu não sinto raiva dela, as vezes sinto raiva de mim, por vezes me senti desamparada por Deus, tive raiva de pessoas que eu acreditava que poderiam ter ajudado,  mas descobri que ficar guardando isso me faz mal, sei que o ideal é encontrar uma forma de colocar isso para fora e trabalho isso todos os dias.

Ouvi e ouço comentários desagradáveis de alguns parentes ou amigos próximos, alguns me fizeram rever meu círculo de amizades, pois percebi o quão cruel e insensível pode ser um ser humano.  Mas a maioria desses comentários desagradáveis são por não saberem como agir e o que falar e nestes casos tento ponderar.

Não me prendo a opiniões e julgamentos de pessoas que não fazem ideia do que eu sinto e do que é perder alguém  e principalmente por suicídio. Alguns opinam e acham que é fácil superar a perda e outros que nunca haverá superação, outros ficam fazendo comparações sobre perdas, qual dor é maior, qual é menor, não fico focado nisso, nestes casos, ignorar é a melhor opção.

Ouvi muitos palpites com relação aos pertences que eram dela, mas agi com cuidado, penso bem antes de tomar qualquer atitude da qual poderia me arrepender futuramente.

Também tenho dúvidas com relação a mudança de residência, sei que estou frágil e qualquer atitude precipitada pode me trazer problemas futuros. Não só a mim, mas às pessoas que amo. Não é fácil, mas tento agir com cautela e considero todas as possibilidades.

Todos os dias são difíceis, mas as datas comemorativas ou aniversário de morte ou o dela são dias muitos mais difíceis ainda, tento não ficar sozinha nestas datas, procuro ajuda e companhia de amigos e familiares para poder passar por este dia. E não fico criando muitas expectativas.

Ainda não consigo realizar algumas coisas que fazíamos juntas, como tomar café em cafeterias, ficar vendo suas fotos, fazer tortas e algumas sobremesas e seus pratos favoritos, ouvir as músicas que ela gostava, ir a lugares que ela gostava de ir,  mas acredito que com o tempo poderei voltar a fazer e até como forma de homenagem, mas por enquanto estas coisas me machucam muito, então evito.

A minha fé e espiritualidade me ajudam muito neste processo, fiquei confusa a princípio, mas entendi definitivamente que a morte faz parte da vida e que minha fé continua acesa e que eu não vou deixar essa chama se apagar.

Crises de choro também são normais, o luto por suicídio é cheio de altos e baixos, um sobe e desce de emoções. Mas eu não engulo o choro, para mim chorar é reconfortante.

Hoje não vejo graça em muitas coisas que eu fazia antes, as vezes fico apática e desanimada, mas quando percebo que isso está atrapalhando meu dia a dia, procuro ajuda especializada.

Eu não uso nenhuma substância que contenha álcool e tomo muito cuidado com medicamentos, mesmo os recomendados por médicos, se precisar uso com cautela, eles não curam a dor, apenas fazem com que ela seja acalmada momentaneamente. Mas entendo que algumas pessoas precisam ser medicadas para encarar a dura realidade do luto.

Apareceram alguns problemas de saúde, as chamadas doenças psicossomáticas, alguns sintomas físicos surgiram devido ao estresse e ansiedade, os mais comuns foram dores de estômago, tremores, crises de enxaqueca, manchas e coceiras pelo corpo. Procurei um médico expliquei o caso. Hoje as crises de enxaqueca estão mais esparsas.

Os grupos de apoio estão sendo de grande importância e busquei por eles logo no início do luto, a palavra empatia se tornou uma ação e não apenas uma palavra bonita de frases prontas, acolher e ser acolhida também me fez e faz sentir a importância de gestos gratuitos e feitos com o coração.

Mas enfim, aceitação, essa é a palavra e a ação mais difícil de se pôr em prática depois que um suicídio acontece, aceitar que não houve culpa, aceitar que o que aconteceu não tem como voltar atrás, aceitar que não há onipresença, onisciência e onipotência. Aceitar que por mais difícil que seja, que a vida continua e há sim formas de vivê-la sem medo e sem culpa.

Tendo a ciência de que a vida nunca mais será a mesma depois da tragédia, é um grande passo para que a vida siga de maneira mais leve, após tudo que aconteceu descobri que não sou mais a mesma de antes, tive que mudar meus hábitos, a forma de viver, fiz novos amigos e tento recomeçar todos os dias.

Sobreviver é o que me leva e que leva todos os enlutados por suicídio seguir em frente, enfrentando todos os desafios e buscando encontrar uma forma de viver, um dia de cada vez.

41 Comments

  1. Wagner disse:

    Li praticamente todos os seus textos, eles tem me ajudado bastante.
    Fazem alguns meses que perdi a minha noiva para o suicídio e sei exatamente o que vc está passando.
    Um grande abraço e obrigado pela ajuda.

  2. Maria Tereza Tragnago Edler disse:

    Minha filha única partiu em agosto de 2017, cada dor é única, mas consigo ter uma ideia do que vc sente pq também sinto. A prevenção ao suicídio é muito importante, mas cuidar dos que ficam é também fundamental.
    A vida nunca mais será a mesma, eu não sou mais a mesma,…mas ainda há uma vida para ser vivida, acredito que tudo tem um propósito, ainda não sei qual é, mas todas as manhãs, por mais difícil que seja, renovo minha escolha por continuar vivendo, faço isso por mim e por ela.🙏❤️😘

  3. Erica disse:

    Que texto profundo e cheio de aprendizagem, apesar da sua dor indescritível é muito bonito o seu gesto de querer confortar outras pessoas que sofrem! Muita luz pra você, Terezinha!

  4. Mara disse:

    Minha filha caçula partiu aos 24 anos em setembro de 2013 de overdose de drogas, para mim é um suicídio, a forma como a Terezinha se sente em relação a culpa, as crises de choro, a saudade e principalmente a aceitação é tudo que sinto até hoje apesar de já ter se passado praticamente 5 anos, meu conforto encontrei no Kardecismo, muitas resposta também, felizmente meus amigos não se afastaram ao contrário estão ao meu lado até hoje e até conheci outros mais, além do kardecismo o que me ajuda a continuar é meu filho com 31 anos mas mora comigo e meus 2 netos, enfim cada dia é um recomeço, cheguei a desacreditar em Deus mas só ele para nos amparar e guiar nesse imensa dor que não passa nunca. Abraços e muita luz terezinha.

    • ONION CARRIJO FRANÇA disse:

      Mara, o meu foi com 33 anos no dia 26/09/2013, com um tiro na boca. Não sabíamos que possuía uma arma super bem guardada entre as suas coisas. Na carta que deixou pediu para não nos culparmos de nada, pois o ato estava sendo preparado há muito tempo, desde a época da Europa- uma vez que morou durante alguns anos em Portugal, e que a vontade dele era pular da janela do seu quarto no sexto andar, mas isso causaria uma dor ainda maior pois morávamos ali há muitos anos- onde ainda moramos. Eu sei o que você passa, mesmo sabendo que a dor é diferente em cada pessoa. Cada um manifesta a sua dor diferente das demais. Aqui em casa somos três: eu, a minha esposa e a minha filha, que hoje está com 28 anos, cada um sofrendo diferentemente do outro. É muito complexo e muito profundo. Eu costumo dizer que o sofrimento não passa você acostuma viver com ele.
      Por outro lado, eu sou daqueles que penso que tudo nesse mundo tem uma razão de ser. Eu, particularmente, cresci com a tragédia (como pessoa).

    • Delano disse:

      Sei que pode te ajudar muito, procure informaçoes sobre Tenepes, ira te ajudar muito, e seu ente querido também. Saiba que a consciencia nao morre, quando dessomamos, morremos, descartamos o corpo, a consciencia continua existindo para continuar a sua evoluçao. Procure sobre videos de Waldo Vieira, Nancy Trivellato da Conscienciologia , e aprenda as tecnicas de Tenepes, , Estado Vibracional, ExteriorizaÇao das energias, Defesa energética, Projeçao astral lucida. Podemos através do estuda da projeçao, encontrar quem ja partiu, podemos ajuda-los com a assistencia e ajuda dos amparadores.

      Para receber os links da entrevista do médico e professor Waldo Vieira e os canais do YouTube, solicite através do E-mail: delanosrk@gmail.com

  5. Andy disse:

    Tenho problema de saúde mental e tive problemas com pensamentos suicidas principalmente a partir de 2012, quando minha mãe morreu. Eu era muito próximo dela. Questões de estresse também me afetam muito. Tentei me matar há alguns anos com uma overdose de medicamentos… Fiz tratamento psiquiátrico e psicológico, e melhorei, apesar de que isso é algo que requer atenção e cuidados especiais pro resto da vida. Mas eu tenho uma visão diferente da maioria sobre suicidas, que na minha opinião apenas exercem o direito de colocar fim na própria vida. Claro que em muitos casos existe tratamento, mas em muitos outros apenas acontece o que “estava escrito”. Me incomodam o estigma sobre suicidas, inclusive porque é um ato que requer muita coragem, pelo bem ou pelo mal. Mas, sobretudo, volto a falar na questão do direito: cada um é dono da própria vida e faz com ela o que bem entender. Todos vamos morrer um dia, e tem muita gente jovem que se mata que viveu em pouco tempo o que a maioria jamais viveria. Não é isso que importa, no fim das contas? Já dizia Seneca: assim como uma boa história, é a vida – não importa o quão longa ela vai ser bem, mas sim o quão boa vai ser. (P.S.: como disse, estou bem e não penso mais em me matar, meu comentário é apenas uma análise sobre a questão da estigma).

    • Marvel disse:

      Eu entendo o seu ponto de vista Andy. E concordo. Talvez a sociedade se apegue também as questões religiosas, de que a vida deve ser vivida mesmo sob sofrimento, que é um privilégio viver, baseado na bíblia que condena o ato de suicídio a punições terríveis para a alma de quem comete. É triste o sofrimento de quem fica, a culpa, os porquês, e por isso os suicidas são muito condenados pela dor que causam aos vivos, com a capacidade de puxar a tomada sem pensar nessa dor. São chamados “egoístas”. Mas, quem é egoísta mesmo??
      Quem fica, tem a sua vida totalmente destruída pelo trauma, pelo apego e pela raiva de quem acabou com tudo que corria “perfeito”. Como ela/ele foi capaz de destruir tudo?
      Mas, a bíblia também fala em livre arbítrio, e cada um sabe exatamente o tamanho da sua dor. Ninguém é responsável por manter outrém nessa vida. Somos responsáveis em apoiar a caminhada de cada um, mas a a caminhada é individual.
      Uma pessoa próxima a mim cometeu suicídio em 2013, e a minha irma tentou em 15/11/2017. A minha mãe ficou em frangalhos, mas a vida segue, cada um tem que batalhar pelos seus problemas. Por um tempo a acompanhamos de perto, todos como reféns, os próprios guardiões responsáveis pela vida dela. Depois, com a liberação dela para ter uma vida normal, já que é adulta e considerada capaz, casada, tem um filho, etc, se tornou impossível garantir/ evitar que ela não tente novamente. (ela está em tratamento, mas não segue as recomendações).

      Não estou desmerecendo aqui a dor dos que ficam e a luta para ajudar a todos que se encontram perdidos e precisando de ajuda. Eu imagino a dor que eu teria sentido se a minha irmã tivesse conseguido consumar o seu ato. Só a tentativa deixou a todos destruídos.
      Tudo é válido pela vida, e pelo que nos faz ser mais humanos também.
      Mas, eu acredito que nem sempre é o suficiente para manter alguém aqui, e precisamos, principalmente, aceitar.
      Parabéns a todos pelo trabalho e pelo site.

      • Delano disse:

        Acredito que tudo que possa ajudar nesses casos e até previni-los, é positivo. Gostaria de compartilhar alguns links, com informaçoes bem interessantes, que podem ajudar muito pessoas, bem como os entes queridos que passaram ou passam por esses casos. Saiba que a consciencia nao morre, quando dessomamos, descartamos o corpo, mas a consciencia continua existindo para continuar o seu caminho rumo a evoluçao. Procure no youtube sobre videos de Waldo Vieira, Nancy Trivellato da Conscienciologia , e aprenda as tecnicas de Tenepes, Estado Vibracional, Exteriorizaçao das energias, Defesa energética, Projeçao astral lucida. Podemos através do estudo da consciencia e da projeçao, encontrar quem ja partiu, podemos ajuda-los através de assistencia e ajuda dos amparadores espirituais.

        Para receber os links da entrevista do médico e professor Waldo Vieira e os canais do YouTube, solicite através do E-mail: delanosrk@gmail.com

  6. Marvel disse:

    Eu entendo o seu ponto de vista Andy. E concordo. Talvez a sociedade se apegue também as questões religiosas, de que a vida deve ser vivida mesmo sob sofrimento, que é um privilégio viver, baseado na bíblia que condena o ato de suicídio a punições terríveis para a alma de quem comete. É triste o sofrimento de quem fica, a culpa, os porquês, e por isso os suicidas são muito condenados pela dor que causam aos vivos, com a capacidade de puxar a tomada sem pensar nessa dor. São chamados “egoístas”. Mas, quem é egoísta mesmo??
    Quem fica, tem a sua vida totalmente destruída pelo trauma, pelo apego e pela raiva de quem acabou com tudo que corria “perfeito”. Como ela/ele foi capaz de destruir tudo?
    Mas, a bíblia também fala em livre arbítrio, e cada um sabe exatamente o tamanho da sua dor. Ninguém é responsável por manter outrém nessa vida. Somos responsáveis em apoiar a caminhada de cada um, mas a a caminhada é individual.
    Uma pessoa próxima a mim cometeu suicídio em 2013, e a minha irma tentou em 15/11/2017. A minha mãe ficou em frangalhos, mas a vida segue, cada um tem que batalhar pelos seus problemas. Por um tempo a acompanhamos de perto, todos como reféns, os próprios guardiões responsáveis pela vida dela. Depois, com a liberação dela para ter uma vida normal, já que é adulta e considerada capaz, casada, tem um filho, etc, se tornou impossível garantir/ evitar que ela não tente novamente. (ela está em tratamento, mas não segue as recomendações).

    Não estou desmerecendo aqui a dor dos que ficam e a luta para ajudar a todos que se encontram perdidos e precisando de ajuda. Eu imagino a dor que eu teria sentido se a minha irmã tivesse conseguido consumar o seu ato. Só a tentativa deixou a todos destruídos.
    Tudo é válido pela vida, e pelo que nos faz ser mais humanos também.
    Mas, eu acredito que nem sempre é o suficiente para manter alguém aqui, e precisamos, principalmente, aceitar.
    Parabéns a todos pelo trabalho e pelo site.

  7. Delano disse:

    Acredito que tudo que possa ajudar nesses casos e até previni-los, é positivo. Gostaria de compartilhar alguns links, com informaçoes bem interessantes, que podem ajudar muito pessoas, bem como os entes queridos que passaram ou passam por esses casos. Saiba que a consciencia nao morre, quando dessomamos, descartamos o corpo, mas a consciencia continua existindo para continuar o seu caminho rumo a evoluçao. Procure no youtube sobre videos de Waldo Vieira, Nancy Trivellato da Conscienciologia , e aprenda as tecnicas de Tenepes, Estado Vibracional, Exteriorizaçao das energias, Defesa energética, Projeçao astral lucida. Podemos através do estudo da consciencia e da projeçao, encontrar quem ja partiu, podemos ajuda-los através de assistencia e ajuda dos amparadores espirituais.

    Para receber os links da entrevista do médico e professor Waldo Vieira e os canais do YouTube, solicite através do E-mail: delanosrk@gmail.com

  8. Renata disse:

    Após ler esse seu relato, eu que luto contra depressão à quase 3 anos, senti vergonha de um dia ter pensado em me suicidar.
    Me senti decepcionado por ser egoista em terminar com a minha dor, mas deixar uma dor ainda maior para os meus pais. Me questiono, como pude um dia essa minha dor, ser maior do que a minha vontade de viver? Sinto vergonha de ter pensando nisso!!!

    Agradeço pelo ensinamento fantástico!
    E pode ter certeza que sempre que eu pensar em cometer o suicidio, eu irei ler e reler suas sábias palavras!

  9. MARA disse:

    Minha filha de 19 anos suicidou no dia 03 de dezembro de 2018,eu estou morrendo lentamente,ñ tenho força pra lutar,não sei o que levou minha filha a esse final infeliz,era linda,intelligente e vivia sorrindo a unica coisa que eu sei é que fosse o que fosse a dor dela,pra ela tinha cura mas pra mim não tem e nada nem ninguém pode me ajudar,pois nada pode trazer ela de volta

    • Terezinha C. G. Maximo disse:

      Mara, sinto muito por sua perda.
      Nada que eu venha a te dizer vai abrandar o que você sente e é natural que você se sinta assim, eu também busquei respostas por um bom tempo, pensei que fosse enlouquecer, o amparo de minha família foi fundamental e conversar com outras pessoas que passaram pelo mesmo para tentar descobrir como elas conseguem sobreviver ao meio de uma devastação tão grande que é perder um filho por suicídio, foi o que me trouxe até aqui hoje.
      São quase 2 anos que durmo e acordo com uma saudade imensa e por vezes penso que não conseguirei, mas não perco a esperança de reaprender a viver dando um passo de cada vez.
      Um grande e forte abraço.

      • Regna disse:

        Minha filha também suicidou em 10 de março de 2013 . É difícil demais . Tocando em frente com muito pesar , um dia de cada vez …….

    • Lucas disse:

      Seja forte meu coracao doi tanto de ver suas palavras sua dor muita luz pra voce que Deus te abençoe de uma forma grandiosa e ela esta em. Um bom lugar juntinho de deus virou uma estrelinha no cel 💓💓💓 fiquei bem 💓💓🙏

      • Bruno santana disse:

        A tristeza e algo natural mas as vezes ela vai tomando conta de nós e chega uma hora que vc não consegue mais ficar alegre, e assim que eu mim sinto a muito tempo sem fé sem esperança sem motivação e uma angústia muito grande viver todos os dias e uma dor grande perceber o meu fim, não quero que fazer ninguém triste porém eu já morri a muito tempo, e só uma questão de hora ou deu pegar coragem para fazer isso pois da vida Eu já desistir sinto pena da minha família. Mim doe muito sair desta vida desse jeito mas não consigo viver isso mim machuca a cada minuto. Só preço desculpa a todos e esse grande dia vai chegar e só uma questão de tempo eu sempre foi um merda na vida sempre fiz as coisas de forma errada não posso fazer isso errado então tem que ser algo fatal. Não posso fracassar novamente!

        • Terezinha C. G. Maximo disse:

          Bruno, eu não posso mensurar a sua dor, mas sei o tamanho da minha e te digo com certeza que é uma dor que nada faz passar.
          Perder um filho pelo Suicídio é algo que não há nem nome para dar. Um luto complicado, um sentimento de fracasso que não desejo à ninguém.
          Espero que você possa encontrar ajuda profissional para tratar dessa sua dor e que consiga ver a vida de forma diferente.
          Caso queira conversar e se eu puder de alguma forma te ajudar, fico a sua disposição.
          Só não desista de você.
          Um grande e forte abraço.

  10. Lee disse:

    Meu respeito e afeto a todos. Perdi uma amiga querida que se jogou do décimo andar e não pensou nos filhos, mãe, amigos. É muito triste essa ruptura tão cruel… Solidarizo com vocês.

    • Terezinha C. G. Maximo disse:

      Lee, meus sinceros sentimentos.
      Uma dentre várias perguntas sem respostas desde a partida da minha filha, foi, “Ela não pensou em mim, no pai, no irmão e nos avós, enfim, em todas as pessoas que faziam parte da vida dela?”
      Não ela não pensou, pois a depressão não permite que a pessoa raciocine corretamente, ela só enxerga uma forma de acabar com a dor e sofrimento que a doença a faz sentir.
      Só quem sente a dor sabe o tamanho dela e o desespero.
      Um grande e forte abraço.

  11. Juliana disse:

    Ja perdi, 3 tios e um primo todos por suicidio. Minha familia tem serissimos transtornos mentais. Ha 38 anos vmtenho sobrevivido. Ja nao choro mais. Estou apatica a dor do ser humano. Sou uma pesso fria. Sinto dor somente qdo penso em perder meu cachorro ou ver qualquer animal com dor, maltratado, morrendo.

    Eu sinto muito por todos que ja perderam familiarea e amigos por suicidio. E muito dificil. Jamais o farei, pois meu pai perdeu 3 irmaos e um sobrinho. Preciso apenas desabafar. Sou muito solitaria. Rezo todas as nootes para morrer naturalmente.

    • Terezinha C. G. Maximo disse:

      Juliana, meus sentimentos.
      Cuidar da saúde mental é fundamental ainda mais neste mundo louco que vivemos.
      Há um canal para desabafar sem julgamentos, telefone 188 do CVV.
      Mas caso queira conversar mais, estou por aqui.
      Um grande e forte abraço.

      • Marly disse:

        Bom dia, Terezinha!!!

        Sinto muito pela sua perda😔
        Sei o quão pesada é essa cruz💔

        Você fez ou faz algum acompanhamento psicológico? Se sim, te ajudou?

        Um abraço

      • Hermes alexandre taborde disse:

        Sabe tbm estamos sem chão perdemos nossa filha de 24 anos de matou faz 1 mês a dor é enorme vamos quase td dia no cemitério resar e tentar intender por que ela fez isto estamos vivendo um dia após o outro mais Deus nos conforta esta dor nunca vai passar mais temos que continuar vivendo obrigado pelo desabafo

        • Terezinha C. G. Maximo disse:

          Hermes, sinto muito por sua perda. A primeira coisa que nos acontece é a perplexidade e o não creditar no que aconteceu e depois tentar entender o por quê. Mas vamos dia após dia aprendendo uma lição muito dolorosa que é viver sem nossos filhos.
          Um grande e forte abraço.

  12. Midas disse:

    Pessoal, é difícil seguir em frente após uma tragédia dessas, mas não é impossível. Perdemos nosso único filho com 18 anos, há 2 anos, suicidou-se com um tiro, nos primeiros meses eu “morri ” para as coisas da vida, de fato concordo com todos, é uma dor na alma e como curar a alma??? Ela dói, de tanta saudade e culpa no meu caso sinto isso. porém em meu entender não foi por acaso que recebi uma alma com essa probabilidade, ( de suicidar-se ) em meu pensar mais profundo sinto que tudo segue as perfeitas leis do universo, imutáveis, e perfeitas, e porque digo isso, pois tive digamos um sonho que remeteu-me há mais ou menos 500 anos atras, e nesse tempo participei de guerras religiosas onde por “ignorância” pratiquei crimes que com a lei de ação e reação vieram me encontrar agora, entre outras situações também vivenciadas em vidas passadas. Porem hoje bem mais fortalecido posso dizer aos que como eu sofreram esta irreparável perda, se puderem levantem a cabeça e sigam em frente, pois qualquer derrapada ou pensamento depressivo que eu tiver por conta disso , acredito que prejudicarei ainda mais a alma de meu filho, assim como a minha e terei então que retornar e vivenciar isso novamente, portanto tomo medicação, tenho uma boa psiquiatra, e consigo levar a vida até quando ela normalmente findar e eu tiver então conseguida passar POR ESTA BARBARA , DURA E TERRÍVEL PROVAÇÃO QUE É TER PERDIDO UM FILHO POR SUICÍDIO, paz a todos e muita confiança pois apesar disso, não estamos abandonados e chegaremos todos ao final como grandes GUERREIROS EMBORA COM FERIMENTOS, MAS COM CERTEZA transformas e redimidos e lá no outro lado seremos então MERECEDORES DE DAR UM APERTADO ABRAÇO EM QUEM MAIS CEDO NOS DEIXOU.

  13. Lucas disse:

    Nunca passei por nenhuma perda mas nao sei o motivo que sinto uma dor forte por pensa nessas pessoas que cometeu suicídio vontade de ir ajuda essas pessoas fazer algo sabe isso me doi de uma forma tao grande peco a Deus que de muita luz luz luz luz luz luz para a alma do suicída muita luz 🙏🙏🙏👏💓💓💓

  14. Lucas disse:

    Seja forte meu coracao doi tanto de ver suas palavras sua dor muita luz pra voce que Deus te abençoe de uma forma grandiosa e ela esta em. Um bom lugar juntinho de deus virou uma estrelinha no cel 💓💓💓 fiquei bem 💓💓🙏

  15. Aidee disse:

    Amanhã 29 de abril, serão 4 meses sem a vida do meu único filho quem perdi por enforcamento.
    Faço minhas cada uma das tuas palavras é exatamente assim que me sinto…assim como os comportamentos das pessoas…
    Assim como vc há coisas que ainda não consigo ver dele ou fazer ou ir a lugares… por me machucarem muito…
    É uma dor que ainda me deixa aturdida… igual penso que não tem ou faz sentido querer “comparar” com qual é menos ou mais pior… 😔 é uma dor única e que só a sabe quem a vive…
    Só sei que pessoa resolve “partir” (não é uma doença..não foi acidente etc).. e as “consequências “, além da dor… ficam para. nos 💔
    Ninguém ninguém absolutamente ninguém deveria passar por tão terrível dor !

    • Terezinha C. G. Maximo disse:

      Aidee, sinto muito por sua perda.
      Sei que nada que disser vai te acalentar, a dor é única, mas sei o que você sente e também acho que ninguém deveria passar por isso.
      Um grande e forte abraço.

      • Jane Lima disse:

        SEi bem o que você esta sentindo ,perdi meu filho mais velho com 32 anos ,lindo,gentil e amoroso estava morando em NY onde ele desejava estar eu ia todos os anos passar minhas férias estava tão feliz tão realizado ,mais não sei porque naquele dia 11/01/2019 no dia do aniversário do irmão caçula,ligou desejou feliz aniversario tão feliz e naquela madrugada,meu filho se foi ,era uma sexta feira,no sabado estavamos comemorando uma festinha do meu neto e tão querido pelo tio,eu confesso que eu não estava me sentindo muito bem ,estava meio triste,cansada não entendia porque pois era um momento de alegria e na madrugada de domingo uns amigos foram a minha casa me avisar,o chão se abriu e aquela tristeza veio me arrebatar me encher de tristeza e culpas.Tive que ir pra lá pra buscar meu filho com a ajuda dos amigos ,que eram muitos.Ao ve-lôparecia o meu principe nunca esquecerei aquele semblante.Faço terapia a dois anos ,parece que eu já estava sendo preparada pra levar uma rasteira da vida.E sinto tudo isso que você esta sentindo,tenho dias tão triste que da vontade de entrar em um buraco e la ficar.
        Como doi.

  16. Iêda Maria dos Santos Gomes disse:

    Perdi minha irmã no dia 28 de junho de 2017, depois de ela passar 03 meses internada no Hospital Geral do Estado. tENHO 03 SOBRINHOS FILHOS DELA, MAS É COMO SE EU FOSSE SOZINHA NO MUNDO. Tenho um filho casado, e por isso mesmo acho que eu não tenho mais família. Me sinto muito só, choro, minha situação financeira não é muito boa, mas procuro não pedir nada a ninguém. Tem dia, que parece que eu nem existo. Choro muito e muitas vezes pego qualquer ônibus, faço todo o percurso de ida e volta do itinerário, para pode me acalmar um pouco. Faço ,isso, sem comunicar a ninguém onde estive . Por favor, gostaria de morre logo e isto me traria a paz, que tanto precisa. Sinto que ninguém gosta de mim e então para que viver mais? Gostaria de crescer na vida, mas isto é impossível. Quem vai me ajudar?

    Muito obrigada pela atenção e Tchau!

    Iêda.

    • Terezinha C. G. Maximo disse:

      Iêda, Sinto muito por sua perda e acredito que o que você descreve é uma depressão e o que tenho a te dizer é que procure ajuda especializada, nesta ajuda que poderá ser através dos Caps de sua cidade, você poderá encontrar um alento para todo esse emaranhado de sentimentos e essa solidão que está te consumindo. Poderá ser por ajuda psicológica ou mesmo psiquiátrica. Não desista de você. Um grande e forte abraço.

  17. Desculpem pelo meu desabafo. É QUE JÁ NÃO ESTAVA AGUENTANDO MAIS.. sOU DO SIGNO DE ESCORPIÃO E PARACE QUE AS PESSOAS DESTE SIGNO SOFREM MUITO.

    • Terezinha C. G. Maximo disse:

      Sem problema, pode desabafar.
      E todos nós sensíveis passamos por momentos na vida onde o sofrimento é inevitável e tem horas que precisamos colocar para fora, nem que seja em um papel ou aqui como você está fazendo. Se precisar pode colocar toda a sua sentimentalidade, lerei e te responderei com carinho.
      Um grande e forte abraço.

  18. Amanhã vou receber em minha casa uma jovem de 18 que perdeu sua mãe no dia 31/12/2018
    Ela se suicidou-se há 8 meses.
    Lutou desesperadamente com uma depressão após parto e com uma doença grave no fígado causada pela hepatite , durante 11 anos.
    Deixou essa jovem de 18 anos uma de treze anos e o marido.
    Ela está vivendo o luto agora pois nos primeiros meses continuou a sair a ir com amigos nas baladas e etc.
    Está tendo síndrome do pânico , alucinações e fortes crises de choro e desespero , que permeiam a culpa é ódio pela mãe ter se suicidado.
    Peço a Deus que me de sabedoria pois o amor tenho bastante.
    Aprendi muito com todos e me solidarizo com a dor de todos que Deus possa derramar conforto a cada novo dia que se inicia .
    Obrigada

    • JOSIMARA MARTINS KRAUSEN disse:

      A minha maior dor é que minha mãe estava bem e feliz, por um momento de descontrole por uma briga que eu causei ela fez isso. Fujo pra não pensar como está moça. agora está batendo forte, eu não dava amor a minha mãe. Estou queimando eu não quero mais estar aqui.

  19. Edina Resende disse:

    Também perdi meu filho com 33 anos no dia 11 de agosto de 2018, ele tinha depressão, o sentimento de culpa ainda é muito grande mesmo sabendo que fiz tudo que podia para ajudar. A saudade é muito grande, não penso em me matar mais peço a Deus que diminua meu tempo nessa terra.

  20. Anônimo disse:

    Minha mãe se suicidou em maio deste ano, morava com ela, e em um dia após uma briga com meu pai na qual ela me defendia ela se matou, foi em abril deste ano. Fujo do fato e procuro não pensar, sinto muita culpa e sei que a culpa foi minha, não estava sendo atenciosa e nem carinhosa por conta de uma fase ruim, me sinto indigna da vida, viver dói, visto uma máscara onde não penso e não demonstro o quanto estou morta. Fui deixada por amigos e até por um namorado, pq a tragédia revela quem nos ama. Eu não queria mais viver, eu queimo viva, socorro.

  21. Flaviana disse:

    Li todo o seu texto, e me identifiquei muito, é exatamente assim que me sinto, meu filho partiu dia 04 de Julho de 2019, ele tinha acabado de fazer 19 anos, (um filho excelente, estava cursando faculdade, tão inteligente, um menino totalmente do bem) me pergunto todos os dias PORQUE, tento encontrar uma resposta, o tempo passa mais a dor permanece, a ausência, a saudade, tem dia que sinto vontade de desistir, mas eu não posso, tenho uma filha que precisa muito de mim ainda, me sinto desampara muitas vezes, por Deus, pelas pessoas, algumas se afastaram, outras se aproximaram, mas eu entendo que esse luto é meu, essa dor é minha , me sinto tão culpada, queria ter ajudado meu filho, eu o amei com todas as minhas forças, porém não foi suficiente, conversava com ele, pra gente procurar ajuda, falei pra ele que eu fazia qualquer coisa pra ajudá-lo, mas ele não quis, ele disse, mãe eu não quero. Eu sabia que ele tinha os problemas vivia falando que a vida era chata, que não tinha sentido, que pedia a Deus para ele morrer, mas eu pensava que ele não tinha coragem fazer o que fez. Hoje eu tento recomeçar todos os dias, me apego a minha filha.

    • Terezinha C. G. Maximo disse:

      Flaviana, sinto muito por sua perda.
      Ouvi muitas histórias semelhantes a sua, a minha, os perfis dos nossos filhos são muito parecidos.
      Agora eu estou aprendendo a viver sem ela, e o luto é uma montanha russa, sobe e desce de emoções, um dia ruim, outros nem tanto, vivendo um dia de cada vez.
      Um grande e forte abraço.

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