fbpx
Esperançar - Posvenção do Suicídio
Esperançar
04/10/2022
Luto pelo filho vivo - Nomoblidis posvenção do Suicídio
O Luto pelo filho vivo
02/11/2022
Esperançar - Posvenção do Suicídio
Esperançar
04/10/2022
Luto pelo filho vivo - Nomoblidis posvenção do Suicídio
O Luto pelo filho vivo
02/11/2022
Luta é lida - Posvenção do Suicídio

Luto é lida

Nestes anos após a morte da minha filha Marina, já defini o meu luto de várias formas, encontrei mais uma definição: Luto é lida

O luto é um trabalho constante, é árduo, cansativo, desanimador, é aquele trabalho que precisa ser feito mas se pudesse, deixava para lá. 

Mas não tem como deixar, vou dormir e acordo lembrando que preciso reaprender a viver, colar os cacos da minha vida e lapidar o que sobrou de mim.

É o trabalho que eu tenho que fazer, não posso delegar a ninguém, não tenho como passar adiante. 

É um trabalho individual, posso pedir ajuda quando tenho dificuldade, mas ele é só meu.

A lida é diária, desgasta, porém me mantém viva, mesmo quebrada, mesmo desanimada, mesmo cansada. 

Uma lida que marca a pele, marca a expressão, deixa o olhar caído e profundo.   

Para mim o luto não é uma batalha, uma luta, na luta há competição e eu não tenho como competir com ele e na competição, espera-se por um vencedor.   

E não adoto a expressão vencer a dor, no luto não venço a dor, aprendo a viver com ela, não há vencedores, não há superação.    

Luta pressupõe um fim, lida não, lida é diária. 

O trabalho do luto é esse, aprender a viver com a ausência, de modo que essa ausência não me consuma e nem me destrua. 

E nem me faça ser uma sobrevivente que lamenta que não tem força para enfrentar. 

Enfrentar a lida, enfrentar o medo, ter esperança, esperançar a cada dia, e mesmo com toda dificuldade e que parece ser impossível seguir, eu sigo na lida com o meu luto

6 Comments

    • Vanessa Mara Eisenbach Lunardon disse:

      Me sinto assim…só sobrevivo

      • Catarine Arnoni disse:

        As vezes sinto como se não houvesse um espaço pra mim nesse mundo que ficou totalmente estranho.
        Uma sensação de não pertencer mais aqui.
        Um sacrificio de ter que viver sem vontade e continuar por causa dos outros filhos…

  1. Vanessa Mara Eisenbach Lunardon disse:

    Me sinto assim…só sobrevivo

  2. Zeni disse:

    Faço das suas palavras as minha.
    Me sinto assim tal qual descreveu.

  3. Catarine Arnoni disse:

    As vezes sinto como se não houvesse um espaço pra mim nesse mundo que ficou totalmente estranho.
    Uma sensação de não pertencer mais aqui.
    Um sacrificio de ter que viver sem vontade e continuar por causa dos outros filhos…

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *