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Informar para prevenir é a melhor solução, nesta última semana várias notícias sobre suicídio foram veiculadas nos meios de comunicação, com matérias bem escritas e bem conduzidas por jornalistas competentes,  entrevistas com especialistas no assunto, tentando explicar  o fenômeno suicídio. 

É fato que está havendo uma abertura maior para o assunto, mas mesmo as explicações  sendo mais claras e objetivas e de fácil entendimento, há ainda uma grande dificuldade e resistência de se aceitar as explicações. 

E como em todo assunto polêmico, alguns comentários  são carregados de preconceito e maledicências, sem nenhum respeito pela dor dos que perderam um ente querido pelo suicídio. 

E se a notícia é sobre um jovem que comete suicídio, a família é massacrada, como se ao se tornar pais e mães, recebe-se  o super poder de onipresença e onisciência.

Suicídio tem vários fatores,  é um processo, mas na compreensão de leigos,  o problema é a  geração que é fraca, culpam além dos pais as escolas, a internet,  as redes sociais, a falta de Deus, de fé,  de  amor, e não entendem que a maioria dos suicidas também podeira possuir algum distúrbio mental e que distúrbio mental é doença.

Doença mental não é possessão demoníaca, nem obsessão espiritual. Depressão não é frescura, não escolhe classe social, nem cor da pele ou religião e disseminar tais informações, só prejudica mais o processo de recuperação, pois faz com que muitos não procurem a ajuda adequada.  

E essas opiniões sem critério é um dos motivos pelo qual pessoas afetadas pela tragédia do suicídio não se sentem à vontade para  falar sobre o assunto, escondem o real motivo da causa mortis para não serem julgadas. Pouquíssimas pessoas afetadas falam e as que  falam, falam  para tentar entender o que aconteceu, para assimilar o fato e é uma fala usada como cura.

Quando há um caso de suicídio, não há como reverter o que aconteceu, não tem como voltar atrás.  Mas há como explicar e esclarecer que os suicidas em sua grande maioria dão dicas e que se essas informações forem passadas a diante dá para  a prevenir e evitar outros casos.

Não adianta sair falando por aí  que de 10 suicídios,  9 poderiam ser evitados se não se explica como, pois quase 100% da população é leiga e não faz ideia do que isso significa.

Respeitar a dor do outro é algo que não está em uso e isso é lamentável.

É urgente falar sobre o suicídio como prevenção, como posvenção e também como forma de respeito aos que se foram  e aos que ficaram.

Por isso informar para prevenir é a melhor solução.

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