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A morte muda tudo
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Desde de criança gosto de palavras cruzadas, aprendi a gostar com o meu pai, era uma forma de aprender e de passar o tempo e ao longo da minha vida ela foi se tornado uma constante forma de aprendizado  e este gosto eu transmiti à Marina que também adorava  uma revistinha de palavras cruzadas.

Eu comprava aquelas revistinhas da categoria fácil e ela reclamava que  fácil acabava muito rápido, era  chato, o tempo não passava.

Se tem algo implacável na vida de qualquer um é o tempo, ele passa de qualquer forma, mas depois da morte da Marina,  a minha percepção do tempo ficou confusa, o simples ato de arrancar do calendário a folhinha do mês ficou difícil e torturante.

Os sentimentos ficaram todos bagunçados,  da mesma forma que acho que tudo aconteceu ontem, comprovo que  se passaram muitos dias e meses, as vezes quero que o tempo passe rápido para ver se a dor diminui  e se estou realmente aprendendo a viver sem ela ou apenas lutando contra algo que nunca irá abrandar, outras vezes quero que o tempo passe devagar, para que eu ainda possa  sentir o perfume dela nos pertences que ela deixou.

E comecei a fazer uma comparação da  minha vida com uma eterna e imensa palavras cruzadas na categoria difícil que  ficou cheia de lacunas para preencher, onde busco as respostas e não encontro,  e na vida  há poucas dicas para se obter respostas e  entender o que realmente aconteceu e onde foi que eu errei.

Não sei se o passar do tempo irá amenizar alguma coisa. Mas sei que hoje a saudade  só aumenta e maltrata mais.

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