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Todos meses amarelos

Continuando os trabalhos do Setembro Amarelo, foi dado mais um passo, desta vez largo, ontem  dia 10/10 fui recebida na sede do Coren SP, pela Renata Prieto, presidente da entidade e por algumas conselheiras, para falar do caso ocorrido com minha filha ao dar entrada no PS e depois no Hospital onde ela faleceu e também da importância de cuidar de quem cuida.

Lidar com pessoas é difícil, pior ainda em seus momentos mais frágeis, e isso eu sempre tive o entendimento,  não é fácil ser cuidador, a enfermagem sofre pressões por todos os lados, mas assim como a categoria reivindica a necessidade de melhores condições de trabalho, os pacientes por outro lado, também querem ser tratados dignamente.

Foi abordado que as instituições às quais esses profissionais prestam serviços, nem sempre oferecem condições adequadas de trabalho, como por exemplo, sobrecarga, muitos pacientes para uma equipe reduzida, na intenção de diminuir os custos,  e isso reflete, infelizmente, nos pacientes.

Há necessidade urgente de ser feito algo, afinal estamos todos no mesmo barco, ninguém está imune a passar pelo que minha filha passou e que ouvi e li de várias pessoas que, infelizmente, é mais comum do que se imagina, não só em casos de tentativa de suicídio, mas em outros casos também. 

Eu já tinha desistido do processo, mas foi feita uma solicitação de fiscalização para PS e para o Hospital onde tudo aconteceu, para garantir que tanto a equipe de enfermagem  tenha condições de atender adequadamente quem ali dá entrada, como o paciente que deverá receber o atendimento de forma satisfatória, uma questão de direito do consumidor. 

Enfim, serão feitas algumas ações que irei participar, videos e bate papos na intenção de humanizar e tentar quebrar o tabu sobre depressão, diminuir o preconceito, mostrar que as tentativas de suicídio são um grito de socorro de alguém que sofre, por algo que nem mesmo ele sabe explicar, causada por uma série de fatores e para se ter um olhar mais atencioso de todos os lados. 

Portadores de transtornos mentais e seus familiares, devem e merecem receber um tratamento digno dispensado a qualquer tipo de enfermidade e espero que essas ações sejam vistas de forma positiva, pois deixei claro, eu acredito na educação, na informação passada de forma correta, na empatia e acima de tudo no Amor e quem ama o que faz e está de bem com a vida, não maltrata ninguém.

E que assim seja levado a conscientização da valorização da vida que passa necessariamente, no autocuidado e principalmente perceber que quem cuida, também merece cuidados e que o amarelo de atenção para a prevenção do suicídio, não seja só no mês de Setembro, mas que todos meses sejam  amarelos e que juntos somos mais fortes.

1 Comment

  1. Karla Cristine Magalhães disse:

    Boa noite Therezinha !!sou uma mãe enlutada pelo suicídio!Meu grande amor,Meu filho Armando César partiu dia 19 de agosto ,A dor é insuportável e ler os relatos de outras mães me ajuda !Moro em uma praia do Espírito Santo aqui não tem grupos de apoio eu estou começando a criar projetos e dar depoimentos pra ajudar outros jovens,vivo pelo meu filho eu o ressuscitei em mim ,Tenho um irmão que mora em São Paulo mês que vem gostaria de estar indo aí e pra mim seria um enorme prazer conhecer vc e participar de alguma reunião!desde já te agradeço!bjs Karla

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